Março 22, 2003


Ser tímido e lerdo é uma merda

Tímido eu já fui. Vou dizer: não serve pra porra nenhuma; só pros outros te passarem a perna mesmo. Quanto menos tímido você é, mais você consegue por meio de simpatia, contatos, insistência, descontração, etc. Pessoas tímidas sempre ficam pra trás. E isso não serve só pro lado profissional não. Serve no amoroso também. As vezes a pessoa tímida sabe que a outra está afim dela, mas fica com vergonha de chegar e perguntar.

Eu não tenho tempo pra essas palhaçadas não. Durmo 4 horas por dia. Gasto 2 horas no trânsito. 1 na internet. 1 comendo. 1 no banheiro + beber água e 15 estudando. Estudo mais do que um panda come bambu. Passo o dia inteiro resolvendo meus perrengues e ainda servindo de apoio pra insegurança dos outros. Sábado de manhã tenho 4 horas de aula de francês. Estudo o fim de semana todo. Só de 15 em 15 dias que eu me permito sair por umas 5 horas para ir na boate. Dá pra ver como é crítico? [ok, eu exagerei um pouco aí encima e não estão inclusos os fatores imprevisíveis como sono, cineminha básico, choppadas, etc. Mas quero um tom melodramático mesmo na narrativa].

Sendo assim, quando saio pra "caçar", não vou gastar meu tempo observando de longe as pessoas, mandando sorrisinho e piscando o olho que nem uma besta. Prefiro ser mais direto. Me encarou por mais de 2 minutos, já é certo que vai rolar algo. As vezes não precisa nem falar nada. A gente se olha. Aceno a cabeça no estilo "tá afim?" se acenarem de volta no estilo "tou sim, completamente ensandecido e louco para sentir o seu corpo junto do meu: vem, neném", não penso 2 vezes. Passo os braços em volta da cintura e já saio beijando e agarrando.

Em conversinha de bar ou entre amigos é a mesma coisa. Sempre vejo conversinhas do tipo "como você é bonito" com o outro respondendo "ah, você também" e ambos se sorrindo. Mas que tempo jogado fora de forma inútil! Da última vez que um cara bonitinho me disse "você é uma gracinha" eu falei "mesmo?" ele disse "é sim", aí eu disse "então me beija na boca". É prático. Aprendam! Num diálogo de 12 palavras eu resumi o que muita gente demora 4 meses para fazer chegando de mansinho. Porra, eu não sou uma lesma. Meu negócio é passos largos, babe.

Na minha sala da faculdade, morro de rir. Tem uma menina muito afim de um garoto. Ela passa o dia conversando com ele e já a vi esfregar a perna na dele. E o menino não se toca [ou é lerdo demais]. Que ódio. Se alguém esfrega a perna na minha eu já começo a esfregar na pessoa meu

E há uma enorme diferença entre pessoas "tímidas" e "reservadas". Acho que não preciso explicar, porque creio que ninguém aqui seja burro. Mas é bom ressaltar que a diferença existe.

resumindo: Camisinha é muito importante, mas Ky gel é mais.

Março 21, 2003


Pasmo

Fiquei abismado. Embasbacado, em ver que vocês não dançam de cuequinha em frente ao espelho. Para mulheres ainda é compreensível, mas para homens não. Quanto mais gays. Aiai. Vocês são péssimos gays, sabiam? Honrem nossa raça e aprendam comigo.

Entrem no banheiro para tomar banho ouvindo música e cantarolando junto. Durante o ensaboar, apenas cante de modo super empolgado. Não dance ainda, pois você pode tropeçar no sabonete, cair e morrer. Ainda mais se você não tiver aquele tapetinho de borracha [eu odeio aquela porra de tapetinho. Nem morto que boto aquilo no meu box. Acho que prefiro, literalmente, morrer mesmo].

Depois que sairem do banho, sequem-se, botem uma cuequinha e vão para frente do espelho. Escolham a música. Pode ser desde POPs gritantes onde você vai fazer cover e se sentir a Mariah, até musiquinhas techno, onde você vai dançar, encarando o espelho com uma cara super-sexy, rebolando que nem a Jade e se achando um tesão.

Lembrem-se que vocês todos ainda estão de cabelos molhados e isso aumenta o charme em 40% [afinal de contas, todo mundo tem fetiche em cabelos molhados]. Depois de umas 5 ou 6 músicas cantando e dançando, segurando um microfone imaginário e se achando um amálgama da Satine de Moulin Rouge com a poderosa voz de Christina Aguilera e o rebolado de Sheilla Carvalho, aposto que vocês vão se sentir outra pessoa. Não tem erro. E, ressalto, emagrece.

ps: H., te mandei um e-mail, OK? Vê se chegou porque esta merda do Outlook costuma dar problema.
ps2: Acabei de achar uma foto minha onde estou de cueca. É hilária, hahaha. Fiquei com vergonha de publicar. Quem quiser é só pedir que analizarei a situação com carinho.

Março 20, 2003


Assuntos diversos

Para começar, nada melhor do que continuar minha conversinha paralela com o leitor H. dizendo "sim, eu tenho ICQ". Tenho MSN também. Alias, leitores, deixem o número/e-mail. Ok? Marquinhos, você é luxo. Ju, quanto ao link, disponha; quanto ao filme, vale muito a pena ver: "Alto Controle". Com Angelina Jolie, Billy Bob Thornton, Cate Blanchet e John Cusack. Só pelo elenco já dá para ver o nível, não? E ver a Angelina fazendo biquinho, enquanto chora dizendo "meus hibiscos morreram" é impagável.

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Estou me sentindo um hipopótamo. Hoje teve um daqueles mega-jantares aqui em casa e caí de boca. Andei percebendo que ultimamente não tenho controlado muito esse meu impulso. Tenho caído de boca muito fácil [interprete como quiserem]. Pelo menos, ainda não estou engordando. Entretanto, confesso que antes eu era um esqueleto; agora, sinto carne antes do osso.

Pelo menos esses jantares são bem divertidos e sempre acabo me dando bem. Quem veio foram uns amigos do meu pai lá de Paris e NY. Teve um inglês que veio também, que é muito legal. Por algum motivo obscuro ele é mega-fanático pelo Caetano Veloso. Sério. O cara tem todos os CDs e reportagens de jornal, etc. E, fica me ligando lá do outro continente, dizendo o dia e a hora onde vai passar algum documentário onde o Caê aparece [não me perguntem como ele descobre essas coisa] e me pede para gravar. Aí, quando ele vem pro Brasil [umas 3 ou 4 vezes por ano], entrego as fitas pra ele e ele me dá, em troca, algum presentinho. Numa vez ele me deu 3 CDs impossíveis de achar. Noutra, uma câmera fotográfica muito fóda. É uma troca mais do que justa, não? :p

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E meu pai deu pra ficar todo dia soltando frases do tipo "quando eu passei para a faculdade, meu pai me deu um rolex" e "quando eu passei para a faculdade, meu avô me deu uma caneta de ouro que pertenceu ao Getúlio Vargas" e "quando eu passei para a faculdade, minha mãe me deu um carro". Ok. Esnobe, certo? Agora, eu passei para a faculdade. Sabe o que ganhei? Porra nenhuma. Estudei que nem um pingüim no cio para passar para este curso e, quando consegui, ouvi a seguinte frase "não faz mais do que a sua obrigação". Bem. Normal. Estou acostumado a chegar do colégio com notas altas, contar essa notícia feliz em voz alta e ouvir de volta "tem que estudar mesmo, você não faz mais nada da vida". Humpff.

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Bem, pelo menos, agora, estou me destraindo ouvindo meu CD de "Universal-Lounge-Jazz-Remixed" [adoro esses rótulos idiotas]. São apenas uns caras que pegaram umas músicas de jazz famosas, cantadas por mulheres famosas, e jogaram um remix encima, num estilo lounge. Fica bem legal. E é ótimo para dançar [lembrando que dançar faz emagrecer]. Dançar. Adoro dançar. Não há nada melhor que ficar fazendo cover de cuequinha em frente ao espelho se rebolando e achando o máximo. E que atire a primeira pedra quem nunca fez isso

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Março 19, 2003


Pessoas bonitas

Para eu começar a me relacionar com uma pessoa, ela precisa ser bonita. Tou longe de ser fútil; me deixa explicar. Eu, acima de todos, sou a favor de que o mais importa é o lado de dentro e não o lado de fora [por mais brega e clichê que a frase possa parecer, gosto bastante dela]. Entretanto, tem umas pessoas que são lindas por dentro, só que, por fora, sinceramente, não dá.

A pessoa tem que ter qualquer atrativo. Acho que isso é fundamental. Qualquer coisa. Como as preferência variam pra cada um, deixa eu falar o que vale de pontos positivos para mim. Cabelo liso. Cabelo preto. Franja. Olhos pretos ou castanho escuro. Cabelo ruivo [natural ou não]. Boca bonita. Corpo magrinho mignon. Ausência de barriga. Ou, então, corpo malhado. Nos homens, barba por fazer [ou tudo lisinho]. Nas mulheres, peitões. Não sou muito ligado a bundas. Gosto de pernas. Idade não costuma ser problemas. E olheiras. Tenho um fetiche inexplicável por olheiras. [e um estilo de roupa original ajuda bastante. ou terninho e gravata - e isso serve para mulheres também].

Viram, não sou uma pessoa exigente. Mas se me aparece alguém que não tem nada disso, mesmo que seja lindo por dentro, não dá pra acontecer. Podemos ficar horas deitados na cama conversando, mas não vai passar disso: conversa. Sexo sem tesão simplesmente não rola. Dá até para fazer um namoro-celibatário, mas seria estranho.

Ah, e é sempre bom dizer que depois de 3 tequilas, não é necessário pré-requisito nenhum. Fico fááácil. Parece brincadeira, mas é verdade. Tem pessoas, na porta da boate, que você olha e fala "cruzes!" e que, 12 cervejas depois, você já está agarrando. Se bem que não tenho muito problema com isso. Afinal de contas, boca é boca, certo? Se for por uma noite só, não faz tanta diferença se vai ser com o Brad Pitt ou o Pelé [ok, nesse caso, em particular, faz - mas vocês me entenderam].

Resumindo o post: se você não for um anão-caolho-perneta-eunuco-desdentado, sinta-se livre para me chamar pro bar.


H., sinta-se livre para deixar seu e-mail, blog ou caixa postal, ok?
[mamãe que me deu essa educação] :)

Março 18, 2003


Vizinhos

Todo seriado americano [assim como 1 em cada 5 filmes] tem um personagem que é apaixonado pelo vizinho. Ridículo, né? Mas de tanto ficar pensando em como isso era idiota, acabei me apaixonando pelo meu.

Pior que é verdade. mas ele tem muitas qualidades. É bonitinho. Ouve boas músicas [sei porque ele faz questão de botar no volume máximo]. Tem um quarto bonitinho. É alto e tem um corpo legal. Canta bem [no chuveiro]. É inteligente. Rico [podem me chamar de fútil-mercenário, mas não neguem que isso também é uma puta qualidade]. Nossos pais são amigos. E, o mais importante: somos vizinhos.

Esse último motivo parece besta, mas não é não. Na verdade, seríamos quase casados. Se eu quisesse vê-lo, precisaria dar menos de 10 passos. Literalmente. Só entrar no elevador, apertar o botão e pronto. É super-útil. Quando sentir saudades, em 5 minutos estarei lá. Para saírmos, não precisamos ficar vendo quando/onde vamos nos encontrar. É só gritar pela janela "tá pronto? Então desce aí". Ou mais: para que saírmos se posso ficar na casa dele até 6 da manhã? Afinal de contas, não acho que haja muito perigo ou violência de madrugada pelas escadas do prédio. E, falando em escadas e elevadores, quem nunca pensou em levar o namorado para lá e...

Mas mudando de assunto, o problema é que ele é mais velho. Eu acho ótimo, mas ele pode não se sentir muito confortável em namorar alguém mais novo. Pode achar que sou criança. Sei lá. De certo modo me considero mais adulto do que muito balzaquiano por aí [o blog é meu, então não preciso ser modesto] e também acho que tenho um certo charme e, digamos, carisma. [e meu corpo não é de se jogar fora]. Outro problema é que ele não sabe que sou gay. Nem meus pais. Se começarmos a andar muitos juntos, até os porteiros do prédio vão perceber e isso pode causar alguns problemas. Meus pais são liberais, mas namorar um homem e namorar o vizinho são coisas [nas deturpadas mentes paternas] diferentes. E, se eu levar um fora, sei lá o que pode acontecer, né?

Enquanto não tomo uma decisão, o jeito é ficar observando pela janela mesmo.

Março 17, 2003


Aniversário - [continuação]
vamos fazer um balanço de como foi meu dia

Descobrimos, hoje, que meu primo está com um tumor maligno: Câncer. O famoso monstro que todos tememos. E o ele pegou num dos piores lugares, o que, praticamente, impossibilita a maioria das operações, significando que ele terá de tratá-lo por vias "convencionais". Nem preciso dizer que choque isto foi para a minha família. Minha tia está desesperada e minha avó inconsolável.

Minha mãe bateu com o carro. E quebrou o farol. Pode parecer algo pequeno, mas para trocar, o custo é na média de 2.000 reais. E ela precisa trocar, pois vai precisar fazer uma viagem importante este fim de semana para negócios. Só que ela não tem dinheiro para consertar o carro e não teria dinheiro para ir de avião, o que está tornando a situação bem incômoda, já que são proibidas viagens interestaduais sem farol.

Meus pais estão brigando novamente. Pelo menos é o que indica esses gritos que eu estou ouvindo. Não aguento mais ouvir frases do tipo "você vai fazer o que eu mandar". Em casa, sendo filho, só ouço isso. Na faculdade, sendo calouro, só ouço isso. Dentro da sala de aula, sendo aluno de política, só estudo isso. Estou prestes a explodir.

Falando em veteranos, estes nos obrigaram a pagar 40 reais para a choppada. Tecnicamente não é obrigatório, mas, na prática, quem não pagar, será excluido socialmente da faculdade e terá 8 longos e sofríveis períodos. Como não tenho dinheiro, o jeito vai ser apelar e medigar. Ou reunir umas coisas minhas e vender [não seria a primeira vez]. Só me revolto de ter que fazer isso para contribuir para uma causa tão não-nobre: cerveja. Da última vez que eu fiz, foi pra me patrocinar num projeto para ver se começo a me impor nesse mundinho.

De resto, só a minha mãe mesmo se lembrou do meu aniversario. E a minha melhor amiga. Curiosamente, recebi uma agradável surpresa dela. Eu tinha aqui, na minha gaveta, guardado um embrulho do Natal que ainda não havia aberto. Na verdade, fui eu mesmo que comprei para mim. Hoje, aproveitando a ausência de qualquer presente, o abri. Não é nada demais. Só algo bem bobinho e idiota mesmo que comprei para me dar quando eu me sentisse bobinho e idiota mesmo. Ou carente. Ou achando que eu merecia um presente. Hoje foi o dia certo, não?

Agora, me dêem licença que vou ali fazer pipoca para acompanhar o majestoso grand final do meu aniversário: A guerra do Iraque.


Opa. Quem foi o H. que comentou o post aí embaixo? Tem telefone?

:p


Aniversário

Parabéns para mim
nesta data querida
muitas felicidades
muitos anos de vida


Fiquei muito contente que minha mãe se lembrou do meu aniversário. Foi a única na família que o fez, mas pelo menos já é um avanço, não? Talvez de noite eu saia para comemorar e ficar com um "prometido", mas ainda não sei direito se o farei, porque tenho realmente muita coisa para fazer essa semana.

Ademais, agora tenho 18 aninhos. Por isso, vocês, pervertidos leitores, que sempre quiseram usar o meu corpinho para fins ilícitos, mas tinham medo de sofrer a dura pena da lei, já podem corromper a minha pureza e profanar este corpo concebido pelo Criador. Isto é: me levem pra cama.

Março 16, 2003


Movimento anti-cão

Deixa eu falar um pouco sobre meus vizinhos. Na cobertura do prédio, habita um italiano de uns 60 anos, que é um mafioso bem sucedido [não é piada. ele é mafioso mesmo]. O cara é casado com uma putinha de uns 22 que chifra ele sempre que o cara tá fora. Toda a semana eles arranjam algum problema. O condomínio já está tentando expulsá-los há séculos, mas eles ainda não tiveram o Semancol de sair. Qualquer dia vai ser à força mesmo.

Este fim de semana, eles viajaram na 6a feira e deixaram o cachorro aqui. Exato. Está, no apartamento deles, um cachorro sozinho desde 6a feira que não para de latir. É dia e noite. Sem parar. Às 3 horas da manhã, não consegui dormir porque estava latindo. Quando acordei, já estava ouvindo os latidos. O animal não para. Espero que morra logo de fome ou de sede antes do casal voltar. Não agüento mais tentar estudar e ficar ouvindo esta merda destes uivos martelando na minha cabeça.

Se possível, que morram logo todos os cachorros. Odeio animais de estimação. Odeio todos os animais. Só gosto mesmo é das vacas que ficam ótimas com batatas fritas. Gatos só servem para mijar nas suas coisas e soltar pêlos. Cachorros, para cagar em tudo quanto é canto, derrubar as coisas com o rabo, babar e latir. E me dói ver aquela porra daquele peixinho nadando no mesmo aquário por anos, ou um pássaro, bebendo de um dedal e comendo alpiste, preso dentro da gaiola [alguém já viu o tamanho do céu?]. Além disso, quem nunca teve vontade de dar um chute muito forte na cara de um Yorkshire e vêlo sair voando?

E, principalmente, que morram todos os mafiosos [italianos ou não]. As putinhas eu deixo que sobrevivam, por motivos de força maior.