Odeio gente imbecil
[Imbecil foi o melhor adjetivo que consegui achar para uma série de fatores que detesto]
No começo da faculdade, eu estava super-empolgado com a situação toda e achando a turma ótima e as pessoas muito maneiras. Nada melhor do que 1 mês de aula e convívio pra cair na real. O paraíso não existe,
babe, e foi erro meu achar que existia um oásis de estudantes na sociedade.
Hoje, depois de olhar bem em volta, cheguei a ficar com ânsia. Tirando raras excessões, a turma nem é muito legal. Pensei, também, já que a relação candidato-vaga era alta, que ia ser cheio de gente inteligente. Outro erro. A sala é lotada de gentinha. Aquele tipo de gentinha que quer mostrar pro professor que fez o dever de casa, sabe? O professor manda ler o texto e a pessoa chega na sala e, enquanto o professor dá a aula, ela vai repetindo tudo que o texto dizia. Só pra mostrar que leu. As "dúvidas", são todas afirmações terminadas com "tá certo?". Para que as pessoas perguntam isso, se elas sabem que
está certo?
Além disso, tem o povinho do multidiciplinar. Aquelas pessoas que tentam encaixar uma matária na outra. Se professor fala "hoje eu almoçei pizza" o aluno idiota só falta dizer "eu poderia comparar a defecação da pizza com a Alegoria da Caverna de Platão?" Me poupe. Essas perguntinhas idiotas atrapalham o andamento da aula. O pessoal faz tudo por nota de participação mesmo. Sem contar um ou outro que confundem 'aula de faculdade' com 'aula particular' e interrompe o professor no meio de um assunto sobre a dúvida de um outro assunto. E, quando o professor muda de assunto, alguém sugere outro assunto.
Ad infinitum e acaba que não fechamos nada.
Como sempre, também tem a menininha do tipo "sou-pobre-mas-quero-que-voces-vejam-como-estou-batalhando-pelo-meu-futuro". Fica lá na sala, vendendo rifa e falando "a rifa é pra pagar a matricula da minha faculdade, porque meu pai pegou dinheiro emprestado no banco, etc..." se fazendo de vítima. Ah, me dá um tempo. Pode vender a rifa, mas não sou obrigado a ouvir a mesma historinha o dia todo. No ônibus tem o perneta pedindo dinheiro. Na sala de aula também tem gente mendigando? Sinceramente, eu não sou serviço social não. Pra que a menina escolheu fazer uma faculdade cara? Que fosse pra uma pública. O pessoal fica achando que cago verde. Tem gente muito mais pobre e fudida naquela sala que não está reclamando. Eu vou sacrificar meu sábado [repito, sacrificar meu sábado] pra entrar pro coral da faculdade e ganhar bolsa. Ao invés de ficar resmungando no meu ouvido, ela bem que podia fazer o mesmo. Pior do que isso, só os otários que caem e ainda dizem "oh, por que você não disse antes que era para uma boa causa? Quero 3 rifas". Meu cu com fritas, óquei?
Na sala, também tem as esnobes. Menininhas "eu-sou-rica-e-não-preciso-de-vocês". Mas estou pouco me fudendo. Olho de volta para elas com a minha cara de "eu-sou-pobre-e-não-preciso-de-vocês".
As famosas panelinhas já se formaram também. Isso é mais normal e nem condeno, afinal de contas, temos mais afinidade com umas pessoas do que com outras. Quando derem festinha, não vai dar pra chamar a sala inteira, então vai rolar uma seleção [isso é engraçado, porque sempre sai briga, hehe]. O que não suporto é ver as fofoquinhas que já estão rolando. E bilhetinhos. Alguém acredita que ainda existe bilhetinhos? Tosco. Mas acho que a pior parte é as conversas codificadas. Porque as pessoas fazem questão de mostrar pra você que elas têm segredos. Por isso, vão para a sua frente e ficam "sabe aquela coisinha daquele troço que eu te disse? então... nem é." e a outra responde "jura? mas e aquela outra parada lá que te contei. aconteceu?". Qual a necessidade? Que vão para um canto conversar. Odeio essa merda.
Eu poderia ficar horas aqui falando desse povinho, mas acho que vocês iam se cansar, hehe. Para dar um descanso, amanhã vou falar sobre as pessoas bonitas da sala com requintes de detalhes, que tal?
-
Ah, e hoje, tive um sonho muito estranho onde o
Daniel era uma índia anã e velha de 1,40m com a pela toda enrrugada e uma voz muito irritante. Ele fumava cachimbo e tinha uma risada estridente. Que pecado, né? Quem conhece o menino sabe que ele não merece. Ele é tão gostoso. Ademais, tem um menino na minha sala que também leu Nietzsche com 15 anos. Fala dúzias de línguas e tem carinha de Vicking. Isso desmistifica um pouco nosso menino prodígio, certo? ERRADO.