Abril 12, 2003


Situação bizarra

Acabei de ir no cinema com os meus pais. Eles me deixaram lá na porta para comprar o ingresso enquanto foram estacionar o carro. Comprei o ingresso e fiquei esperando por eles. Eis que me surge um homem e começa a bater papo:
"Qual o seu nome...? Que filme você vai ver...?"
Depois de responder o pequenos questionário, recebo esta:
"Tá afim de fazer um lance depois do cinema?"
medonho
Primeira vez que eu recebo uma cantada gay em local aberto. Várias pessoas passando pra lá e pra cá, meus pais estacionando o carro e eu sendo cantado por um gay de mais de 30 anos.
Até que ele era bem bonitinho, mas a situação era estranha demais. Ninguém pode levar muito a sério uma cantada de cinema, né? Aí ele me chamou pra ir numa boate gay. hahaha. Surreal.
Recusei, me despedi do moço e fui ver o filme.

Agora, me digam:
tenho tanta cara de gay assim? Devo ter, porque se eu não parecesse um, duvido que ele tivesse me dado a cantada, já que ele tinha uma aparência bem enrustida. aiai. Valeu pela auto-estima.


Tou tão feliz

Vou para Curitiba dia 30. Já comprei minha passagem de ônibus. Eu tava há séculos querendo ir pra lá. Vai ser tudo. Vou com uma amiga minha e ficarei na casa de uma blogueira. Se algum leitor aqui do blog for assistir ao "curitiba pop festival", me avisa :)

Meus futuros planos são ir para SP em Junho e para BH em junho. Será que conseguirei?

Abril 10, 2003


Hoje estava na sala. Olho para o lado e tem alguém com um livro chamado "Para ler Pato Donald". Achei bizarro. É normal vermos alguém com "para ler Marx" ou algo do tipo, que daria uma introdução ao pensamento do autor. Mas, Pato Donald? Peguei o livro pra dar uma olhada. Surreal. Ele fica fazendo análizes psico-políticas do Pato Donald, mostrando como os desenhos da Disney influenciam em nossa geração. Resumindo: se eu sou gay, é porque o Pato Donald não era casado e seus sobrinhos, por isso, tinham complexo de édipo o que, através das revistas em quadrihos, foi passado e incorporado por mim. Agora me diz: quem gasta tempo lendo esta merda?

Tem um garoto na minha sala que é uma anta. Em todas as discussões ele para alguém e fala "isso que você está dizendo, é o que você está pensando. É a sua opinião. E ela está errada. As coisas são bem mais complexas do que isso...". E irrita! Porque ele fala isso pra qualquer coisa e não dá uma opinião própria. Que ódio. Só não meto porrada, porque quero levá-lo pra cama.

Depois disso, eu e mais 3 pessoas, fizemos uma listinha sobre quem achamos que vai desistir/repetir o curso e quem vão ser as pessoas a se formarem. Eu sei que fazer tal listinha é algo escroto, mas é, no mínimo, divertido.

Abril 09, 2003


Ontem mandei revelar umas fotos. Hoje fui lá buscar. Agora, parei para pensar o quanto devem ter rido da minha cara na loja de revelação. Só tem eu com cara-de-bêbado junto de pessoas com cara-de-bêbado, nas posições mais esdrúxulas. Tirando isso, o resto das fotos é aquele momento-narcisista, onde estico meu braço e fico tirando várias fotos minhas; ou momento-trash, onde peço para alguém tirar uma foto minha fazendo algo idiota. Ex: eu abraçando uma jaca.

Ademais, estou super-contente, porque esse sábado vou conseguir apresentar 2 pessoas que acho fódas, uma à outra. Assim, além de ficar com faminha de intermediador, também acho que vou conseguir patrocínio e divulgação pra um vídeo de uma amiga minha que gosto muito. Sendo que este vídeo deve ir para o cinema em junho/julho [somente por um dia]. Quando estiver mais pra perto, chamo vocês, ok?

Tomando o fracasso de comentários do post anterior, senti um estímulo para dizer que neste filme explicitado àcima eu, provavelmente, irei aparecer nu, com uma gravata, falando de sexo. E isto, podem acreditar, é verdade.

Abril 08, 2003


Re-Feed-back

Nada de novo hoje. Estou sem muitas idéias. Vou trabalhar só encima dos comentários mesmo.

Julie, ano passado eu tinha menos de 50 kg. Considero isso pouca coisa pra quem tem mais de 1,70. De lá pra cá, andei engordando vários quilinhos. Mas continuo bastante magro. O problema é que, como você sabe [mas talvez outros não], eu tinha anorexia. Então, eu passava uma semana e só comia nesse tempo todo umas 4 maçãs. Parece uma tortura imensa, né? Não é. Na verdade, no início, você fica tonto, passa fome, essas coisas. Depois, o seu organismo meio que se acostuma [não sei se acostuma com pouca comida ou com a sensação de não-comer] e você nem sente muita diferença. Mas parei com isso em outubro/novembro do ano passado e voltei a comer normalmente. Na verdade, compulsivamente, hehe. Mas estou adorando encher a pança e me sentir explodindo. Estou pensando até em engordar mais um pouquinho. Anigamente, eu me via no espelho, com as costelas aparecendo, e achava lindo. Agora, eu aperto a minha barriga, me sinto super-apertável e quero mais carne em mim.

Marquinhos, quanto à parte do flagelo, isto foi algo que eu fazia até o ano passado. Você olhando de longe, parece uma punição severa ao próprio corpo, uma agressão, falta de amor, cicatrizes eternas, masoquismo, etc. Não é bem assim. Se você se corta com gilete, cái sangue, mas você nem sente. Juro. A lâmina é fina, você corta e não sente nada. Parece inacreditável. E não fica marca. Depois de uma semana ou duas, ela sái. Resumindo: se não dói e não fica marca, não é nada demais. Tem gente que dá cabeçada contra a parede, eu faço isso. Mas, convenhamos que não é das práticas mais saudáveis, certo? Por isso tenho me controlado e parado de fazer. Às vezes, quando a depressão bate, chega a dar vontade [mesmo.], mas tenho me aguentado bastante e fugido disso de outras formas.

Irondoll, receita contra o tédio? Bem, tenho as minhas, mas você pode achá-las mais tediosas que o tédio em si, hehe. Quando não tem nada para fazer, fico escrevendo e desenvolvendo idéias no papel. Ou desenhando. Ou pintando. Ouvindo música ou cantando. Fico lendo e sublinhando as partes que gosto. Fico estudando [ultimamente tenho me interessado mais por filosofia]. Lendo revistas. Brincando com o meu irmão mais novo [adoro ele]. Alugo mil DVDs e fico assintindo, tomando coca-cola e comendo pipoca. Vou pra boate [mesmo que sozinho]. Entretanto, quando tenho dinheiro, acho, que não existe nada melhor do que sair pro shopping e comprar tudo que passa pela frente [podem me chamar de consumista, sou mesmo e não me importo]. // Mudando de assunto, seu blog é fantástico. Sempre quis fazer algo parecido. Isto é, posts com menos de 10 palavras. Acho lindo. Mas, simplesmente, não consigo. Olha só: neste post eu falei que estava sem idéias e já escrevi pra caralho. Áiái.

Ju, você acha que se eu arranjar um namorado isso iria decepcionar os leitores? Cruzes, não consigo conquistar nem uma barata. Se for esse o caso, os leitores ainda vão se divertir por aqui por mais uns 20 meses, hehe.

Aliás, quem quiser me mandar bombons na Páscoa, sinta-se livre, viu? :)

ps: Japa, adorei o que você escreveu, mas... Quem é você? Tem e-mail, MSN, ICQ, blog? Se tiver, não se esqueça de informar no próximo comentário :)

Abril 07, 2003


Está na hora de confessar para vocês.

Fiquei quase uma semana completamente deprimido. Sabe quando você para pra pensar uns minutinhos e percebe que a sua vida está uma grande merda? Então. Foi isso que me aconteceu.

Eu estava sem dinheiro. Sem namorado. Aliás, sem conseguir ficar com ninguém e me sentindo muito feio. Percebi que engordei uns 8 kg desde novembro passado [continuo bem magro, mas não deixa de ser 8kg]. Com uma vida profissional praticamente nula. Sem vida social nenhuma. Completamente enrolado na minha vida estudantil. Resumindo: uma grande merda

De um segundo pra outro, parece que tudo mudou:

Consegui uns 10.000 reais esse fim de semana. Não arranjei namorado, mas consegui dar um beijo, desencanei de uma ex e um menino que eu gosto me mandou uma carta. Resolvi que não quero emagrecer e estou amando o meu corpo apertável. Tive uma publicação de algo meu numa revista e consegui voltar a agitar uns projetos. Minha vida social está começando a ficar completamente integrada com o resto. Na parte estudantil, acho que finalmente consegui me organizar. Resumindo: tudo entrando novamente nos eixos.

É bom me ver não chorar.

É bom ver também que evoluí na minha tristeza. Isto é, desta vez eu não me cortei nem me flagelei de nenhuma forma. Só fiquei triste.

Sinto-me um ser-humano em evolução.

Abril 06, 2003


Ressaca

Nossa. Ainda estou tontinho. Acho que ontem foi o dia que mais bebi em toda a minha vida.

De tarde, fui num desses encontros de internet. Apareceram mais de 80 pessoas. Intimidador. Mas até que foi divertido, porque tive a chance de conhecer várias pessoas que só conheço virtualmente. E estava bem engraçado. Rí bastante. Várias situações cômicas diversas, muitas trocas de endereços de blog e ICQ pelos guardanapos [coisas de nerd].

Depois, saímos para comer uma pizza. Medo. Éramos 8 e pedimos 2 pizzas gigantes. Cheguei a pensar que fossem me comer [no sentido literal; no outro não me incomodaria tanto]. O povo parecia que não via comida há 8 meses. Me senti como um morador da Etiópia. Acho que as pizzas não duraram nem 5 minutos. Cortadas à francesa ainda por cima. Era uma batalha de garfos para ver quem abocanhava o maior pedaço. Ghandi se revirou no túmulo.

Sem contar que, depois, derrubaram um copo de mate encima da minha roupa. Foi sorte eu ter levado outra para me trocar. Bem, sorte em parte, já que eu levei outra roupa exatamente imaginando que fossem derrubar algo em mim. As pessoas vivem me sujando. Karma.

Depois de trocar de roupa, passei na festa de uma amiga minha. Foi aí que enchí a cara. Credo. Havia umas 40 pessoas na festa. Eu não conhecia ninguém, a não ser a anfitriã e sua irmã. Fiquei conversando com as amigas desta, bebendo cerveja e tentando me socializar. Devo ter bebido umas 8 garrafinhas. Conversando, cantando, dançando, falando merda e ouvindo Cyndi Lauper. Tudo. Depois, a cerveja acabou e fiquei alternando entre caipivódka e vódka com vódka. Lá pelas 4 da manhã eu já estava mega-bêbado, deitado na cama da anfitriã da festa, com a namorada dela. Acho que beijei essa menina. E acho que tirei foto disso. Preciso revelar logo o filme. Só espero que ninguém tenha visto.

Saí cambaleante da festa, entrei num táxi e voltei pra casa. Hoje, quando acordei, ainda fiquei meio que caindo pelas paredes. A sensação não é de todo ruim, tirando o fato que não consegui arranjar concentração pra estudar porra nenhuma. Mais um fim de semana passado no ócio. Quero só ver como vou recuperar isso depois. Pelo jeito, minha viagem pra SP vai pro beleléu.

beleléu.